08 julho 2010

PROFISSÃO MÚSICO

Quem quer trabalhar como músico pode participar de orquestras, bandas e ser professor em escolas especializadas . O mercado de eventos e barzinhos está aquecido. Já uma nova lei aumentará demanda por professores na área.

Philipe sempre amou música. Começou estudando violão, depois aprendeu a tocar guitarra, mas num primeiro impulso acabou prestando vestibular para Ciências Biológicas. A dedicação à música continuava, até mais que à Biologia. Pois não deu outra. Pouco tempo depois, Philipe trancou Biológicas e foi fazer o que realmente gostava. Hoje, tem uma banda e é professor de música em escola pública. Ok, nada tão glamouroso, mas gosta do que faz e está certo da área que escolheu, apesar das dificuldades. Recém-formado da primeira turma em Educação Musical pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Philipe Brito, 24, conta que enfrentou a resistência da família por sair de um curso “melhor estabelecido socialmente para uma área que não garante qualquer estabilidade financeira”. “O que é verdade. Mas foi mais fácil encontrar espaço na música que em ciências biológicas. E isso até assustou as pessoas”, avalia.

Mercado

Segundo o coordenador do curso de Música da UFC, Gerardo Viana, o mercado da Música está em expansão. Isso porque, em 2008, a lei n° 11.769 tornou obrigatório o ensino de Música dentro da disciplina de Artes de escolas públicas e privadas.

O Ministério da Cultura deu três anos para que as instituições se adaptem. Portanto, de acordo com o coordenador, a demanda por professores vai ser grande. Além disso, é considerável o número de escolas especializadas que recebem inclusive professores com formação técnica.

Diferente de Philipe, o cantor Gustavo Serpa se formou em Letras, mas como já cantava em igreja e foram surgindo muitos convites para eventos, sentiu necessidade de estudar música. Foi fazer graduação. Gustavo trabalha cantando em cerimônias de casamentos, festas de formatura e demais eventos do tipo. Nem se formou ainda, mas quem quiser tê-lo na festa tem que agendar até um ano antes. “Quase todo fim de semana estou trabalhando. Fortaleza tem muito evento, principalmente entre setembro e janeiro. Nos restante dos meses, tem uns trabalhos mais pingados, mas ninguém morre de fome”, brinca.

Apesar da agenda cheia, Gustavo confessa que viver de música ainda é difícil. Segundo o cantor, é cheio de barzinho contratando músico, por exemplo, mas a profissão não é devidamente valorizada em termos financeiros.

“Se coloca o músico numa posição inferior. Ninguém lembra o quanto se estuda, se dedica. Mas acho que o mercado está aquecendo, sim, e abrindo portas para quem traz novidades”, aposta. Quem sabe a partir daí o músico possa começar a ganhar tanto quanto mereça.

CACHÊS VARIADOS

Quem trabalha com música e não é professor ganha por apresentação ou fecha pacotes. De acordo com o cantor Gustavo Serpa, os valores podem variar muito de profissional para profissional. Quem tiver mais fama, claro, pode pedir mais. Mas geralmente os cachês vão de R$ 100 a R$ 600

materia:Luar Maria Brandão

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